Principais métodos de processamento do café

O processamento do café é uma parte essencial da produção. Influencia diretamente o sabor, o aroma e o corpo da bebida. Por isso, queremos apresentar os principais métodos de processamento, ajudando-o a compreender este processo único.
Processo de lavagem
A resposta está no próprio nome. Como funciona? Os grãos de café são limpos da polpa e enviados para canais de fermentação cheios de água. Após a fermentação, são secos e descascados. Este método resulta geralmente numa chávena limpa, com alta acidez e notas frutadas e vibrantes de frutos silvestres.
Os nossos lotes lavados e vibrantes:
Processo Natural
O método de processamento de café mais popular no Brasil, o maior exportador mundial de café verde. Os grãos são secos ao sol, virados regularmente para evitar a fermentação e depois descascados. Este café é normalmente mais doce, encorpado e apresenta um ligeiro amargor no aftertaste.
Os nossos vibrantes lotes naturais:
Processo do Mel
Procura algo entre os dois primeiros métodos? Aqui está: o processamento Honey! Parte da mucilagem é mantida no grão, enquanto o restante é removido, resultando num café doce e aveludado com acidez, embora não tão intensa como a do café lavado. Pode encontrar diferentes tipos de café processado com Honey: branco, preto, amarelo e até vermelho. Cada um tem as suas características únicas e influencia o café de forma diferente.
Fermentação anaeróbia
Chegamos agora a um termo complexo. "Anaeróbico" significa "sem oxigénio". As cerejas são colocadas em recipientes selados, sem oxigénio, onde o processo de fermentação ocorre sob um controlo rigoroso. O resultado destas experiências é um sabor complexo com notas tropicais e um longo travo a chocolate.
Maceração carbónica
Este método foi inspirado na produção de vinho. Os grãos fermentam num ambiente sem oxigénio com adição de dióxido de carbono. O café resultante tem um sabor puro e adocicado com notas tropicais.
Choque térmico
Um dos métodos mais recentes. Os grãos sofrem dupla fermentação e mudanças bruscas de temperatura. Este processo confere ao café nuances de sabor invulgares, tornando-o complexo e incrivelmente doce.
Processo Koji
Inspirado nas tradições japonesas, este método é bastante raro, mas se tiver oportunidade de o encontrar, não deixe de o experimentar. Os grãos de café são fermentados com o fungo Aspergillus oryzae (koji), o mesmo utilizado na produção da pasta de miso. O café em si possui um sabor intenso, tendendo para o adocicado com notas florais e de frutos vermelhos.
Processo Giling Basah (casco húmido)
Já abordámos métodos experimentais, mas alguns processos estão profundamente ligados a regiões específicas. Por exemplo, a Indonésia tem um clima muito húmido, o que torna a secagem do café bastante desafiante. Isto levou ao desenvolvimento de um método em que os grãos de café são parcialmente secos e depois enviados para grandes secadores elétricos (Guardiolas). O café resultante apresenta uma baixa acidez, um corpo denso e notas terrosas e picantes.
Fermentação de leveduras
Outro processo emprestado da vinificação. A fermentação ocorre com a adição de culturas de leveduras especiais. A levedura controla o processo, realçando todas as características: doçura, acidez e corpo. Este método resulta também num café excecionalmente limpo e bem estruturado.
Alguns destes métodos de processamento podem ser encontrados nas prateleiras de qualquer cafetaria especializada, enquanto outros talvez nunca os encontre, a menos que os procure ativamente. Mas não tenha medo de experimentar e mergulhar no mundo do café excecional!

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